
Essa semana, o livro escolhido é Halo, da Alexandra Adornetto!
Se vocês quiserem sugerir algum livro, autor ou tema, é só escrever nos comentários.
"Uma das palavras mais frustantes da linguagem humana, até onde sei, é amor. Tanto significado atribuído a essa única palavrinha... As pessoas falam nela livremente e a todo tempo, usando-a para descrever seu apego a bens materiais, bichos de estimação, destinos de férias e comidas favoritas. Às vezes, numa mesma frase, empregam essa palavra também para a pessoa que consideram mais importante em suas vidas. Isso não é absurdo? Não deveria haver outro termo para descrever uma emoção tão profunda? Os humanos são muitos preocupados com o amor. Todos estão sempre desesperados para formar um vínculo com uma pessoa a quem possam se referir como sua 'alma gêmea'. De acordo com o que lia na literatura, parecia-me que estar apaixonado significava ser o mundo inteiro da pessoa amada. O resto do Universo era insignificante comparado aos amantes. Quando estavam separados, cada um entrava num estado melancólico, e apenas quando se reuniam seus corações tornavam a bater. Só estando juntos poderiam realmente ver as cores do mundo. Uma vez separados, aquela cor sumia, deixando tudo cinzento e nebuloso." (pág. 20)
"E se a fisionomia de uma pessoa fosse tão sagrada para você a ponto de se inscrever permanentemente em sua memória? E se o cheiro e o toque dela tivessem mais valor que sua própria vida? (...) Eu achava espantoso como os humanos podiam permitir que outra pessoa se apoderasse de seu coração e sua mente. Era irônico como o amor podia despertá-los para os milagres do Universo e, ao mesmo tempo, fazer com que toda a sua atenção voltasse de um para o outro." (pág. 20 e 21)
"Comigo era diferente; eu me esforçara desde o início. Por alguma razão, virar humana realmente me deixou confusa. Eu não estava preparada para a intensidade disso. Era como de uma só vez passar de um vazio estático a uma montanha-russa de sensações. Às vezes, essas sensações se cruzavam e mudavam a todo tempo, e o resultado era uma completa confusão. (...) Eu me maravilhava com a capacidade dos humanos de viver com tanto tumulto borbulhando abaixo da superfície o tempo todo - era exaustivo." (pág. 30)
"Um garoto passou por nós e olhou para trás com curiosidade. Usava um boné de beisebol virado ao contrário e as calças tão frouxas nos quadris que deixavam a etiqueta da cueca aparente.
– Confesso que não me dou muito bem com algumas dessas tendências da moda. – Gabriel contraiu os lábios." (pág. 35)
"Ivy e Gabriel certamente perceberam que eu tinha saído e deviam estar preocupados comigo. Não que eu ligasse – eu simplesmente não conseguia me separar de Xavier um segundo antes do que eu era obrigada a fazê-lo. Quando estava perto dele, minha felicidade era tão intensa que o resto do mundo passava a não ser mais que um ruído de fundo. Era como se estivéssemos trancados dentro de uma bolha particular que só um terremoto seria capaz de romper." (pág. 136)
"O que adiantava estar na Terra e ter experiências humanas se fôssemos fingir que elas não importavam? Independentemente do que meus irmãos julgassem melhor, eu não queria que meus sentimentos por Xavier passassem. Isso dava a impressão de que ele era um resfriado ou um vírus que acabaria saindo do meu organismo. Eu nunca experimentara um desejo tão ardente pela presença de alguém. Um dizer que lera em algum lugar me passou pela cabeça: 'O coração quer o que o coração deseja'. Não me lembrava de onde vinha essa máxima, mas quem quer que a tivesse escrito estava certo. Se Xavier era uma doença, eu não queria ficar boa. Se a minha atração por ele constituía uma ofensa que poderia provocar uma represália divina, que assim fosse. Que o Céu caísse na minha cabeça. Eu não me importava." (pág. 145)
"Não havia nada que eu pudesse fazer quanto a isso. Minha ligação com Xavier foi instantânea e abrasadora. De repente, minha vida antiga parecia distante. Eu estava certa de que não almejava o Céu como sabia que faziam Gabriel e Ivy. Para eles, a vida na Terra era um lembrete diário das limitações da carne. Para mim, era um lembrete das maravilhas de ser humana." (pág. 151)
"– Honestamente, do que você gosta tanto em literatura? - perguntou ele com um interesse genuíno. - Odeio o fato de não haver resposta certa ou errada. Tudo é aberto à interpretação.
– Bem, gosto do modo como cada pessoa pode ter uma compreensão completamente diferente da mesma palavra ou da mesma frase - disse eu. – A gente pode passar horas discutindo o significado por trás de um poema e no fim não chegar a nenhuma conclusão.
– E isso não frusta você? Não quer saber a resposta?
– Às vezes é melhor parar de tentar entender o sentido das coisas. A vida não é totalmente nítida, sempre há áreas um pouco turvas.
– Minha vida é nítida - disse Xavier. – A sua não?
– Não - disse eu com um suspiro, pensando no conflito contínuo com meus irmãos – Meu mundo é confuso. Fica cansativo às vezes.
– Talvez eu tenha que mudar o seu mundo – retrucou Xavier." (pág. 154 e 155)
"– Estava com muito medo de que você não quisesse me conhecer quando descobrisse. – Suspirei, aliviada.
– Está brincando? - Xavier pegou uma mecha do meu cabelo e a enrolou no dedo. – Devo ser o cara mais sortudo do mundo.
– Por quê?
– Não é óbvio? Tenho meu próprio pedacinho do Céu aqui mesmo." (pág. 203)
"Ele sorriu e rabiscou qualquer coisa no pé da folha. A resposta era:
Encontre x, sendo (x) = 2 sen 3x sobre o domínio -2 (pi) < x < 2 (pi)
x = Beth.
– Chega de palhaçada - reclamei.
– Não estou fazendo palhaçada, estou reconhecendo uma verdade. Você é a minha solução para tudo declarou Xavier. – O resultado final é sempre você. X é sempre igual a Beth." (pág. 267)
Alguns quotes bônus (bem fofos!)
"– Já mencionei que finalmente escolhi um apelido para você?
– Eu nem sabia que você estava procurando um.
– Bem, venho pensando seriamente no assunto.
– E qual foi a sua ideia?
– Biscoito - anunciei, orgulhosa.
Xavier fez uma careta.
– Nem pensar.
– Não gostou? Que tal Dengoso?
– Pior ainda.
– Fofinho?
– Tem cianureto aí para me emprestar?
– Tem gente que é difícil de agradar." (pág. 304)
"– E você nunca vai me abandonar?
– Não enquanto eu estiver vivo.
– Como vou saber se isso é verdade?
– Porque, quando olho para você, vejo meu mundo. Não pretendo ir embora, não sobraria nada para mim.
– Mas por que você me escolheu? - perguntei. Eu conhecia a resposta, sabia o quanto ele me amava, mas precisava ouvir da sua boca.
– Porque você me deixa mais próximo de Deus e de mi mesmo - respondeu Xavier. – Quando estou com você, entendo coisas que jamais imaginei entender, e meus sentimentos por você parecem dominar tudo. O mundo podia desabar na minha cabeça, e eu não daria a mínima, se ainda tivesse você." (pág. 328 e 329)
"– Vamos criar um lugar - sugeri, colando meu corpo ao dele. – Um lugar só nosso, um lugar onde a gente posso sempre se encontrar, se as coisas derem errado um dia.
– Como nos penhascos da Costa do Naufrágio?
– Não. Um lugar em nossas mentes - respondi. – Que a gente possa visitar, caso estejamos perdidos ou distantes ou simplesmente se precisarmos entrar em contato um com o outro. Será o único lugar onde ninguém irá nos procurar.
– Acho ótimo - disse Xavier. – Por que não o batizamos de Ponto Branco?
– Perfeito." (pág. 329)
Halo faz parte de uma trilogia, cujo segundo volume é Hades ("Inferno"), lançado dia 30 de agosto desse ano nos Estados Unidos e o terceiro, Heaven ("Céu"), sem previsão de lançamento.
1 comentários:
Alguns dos quotes citados eu tb adorei quando li o livro (que por sinal é super legal). Estou ansiosa para o lançamento de Hades *-*
Bjs,
Kel
www.itcultura.com
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