City of Glass (The Mortal Instruments #3), da autora Cassandra Clare.

- Editora: Margaret K. McElderry Books
- ISBN: 9781416972259
- Ano: 2010
- Páginas: 541
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Para salvar a vida de sua mãe, Clary precisa viajar à Cidade de Vidro, lar ancestral dos Shadowhunters (Caçadores de Sombras) - não importa que entrar a cidade sem permissão seja contra a lei e que desobedecer às leis possa significar a morte. Para piorar as coisas, ela descobre que Jace não a quer lá, e que Simon foi jogado na prisão pelos Shadowhunters, os quais estão profundamente desconfiados de um vampiro que suporta a luz do dia. Enquanto descobre mais coisas a respeito do passado de sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Shadowhunter Sebastian. Com Valentine juntando a força total de seu poder para destruir todos os Shadowhunters, a única chance destes sobreviverem é lutando ao lado de seus inimigos eternos. Mas conseguirão os Downworlders (Moradores do Submundo) e os Shadowhunters colocar seu ódio de lado a fim de trabalharem juntos? Enquanto Jace percebe exatamente quanto está disposto a arriscar por Clary, conseguirá ela dominar seus recém-descobertos poderes para ajudar a salvar a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e Clary e Jace descobrem que os segredos do passados podem ser fatais ao enfrentarem Valentine no último volume da trilogia The Mortal Instruments (Os Instrumentos Mortais), integrante da lista de mais vendidos do New York Times.
Não posso deixar de começar essa resenha comentando sobre como eu fiquei com medo quando decidi ler esse livro. Não pela história, nem nada disso, já que, quem acompanha o blog sabe que eu simplesmente amo a série The Mortal Instruments, então meu medo não era da decepção, uma vez que confio cem por cento na capacidade criativa de Cassandra Clare.
Meu medo foi o fato deste ser o primeiro livro em inglês que eu leio (fora Harry Potter, mas esses eu já tinha lido zilhões de vezes em português, antes de me aventurar no inglês) e era um livro com 541 páginas! Maluca? Sim, eu sou um pouco. Mas depois de ler Cidade dos Ossos e Cidade das Cinzas, como eu poderia viver sem saber o que aconteceria em seguida? Sabendo que mais dois livros já foram escritos e lançados e por uma infelicidade pra minha pessoa e alegria da minha mãe por me ver treinar o inglês ainda não haviam sido traduzidos. Eu TINHA que ler!
E eu li. E não posso deixar de dizer que levei o mesmo tempo para ler que levaria para o livro traduzido. A escrita da tia Cassy é leve, ela descreve muito bem os acontecimentos e lugares, sem repetições de palavras, o que facilita muito a vida do leitor estrangeiro. Além, disso, o livro tem muitos diálogos, e eles são fáceis, parecidos com aqueles que estamos acostumados a ver em filmes. Uma escrita fácil e contemporânea. Então, se você entende inglês bem e está pensando em ler algo bom nesse idioma eu totalmente sugiro a série The Mortal Instruments.
Quanto à história em si, eu adorei! Parece que quando eu penso que não pode ficar mais legal a Cassandra vem e BUM! - entendam isso como um elogio - a escrita segue a mesma linha dos outros dois livros, terceira pessoa, mas eu senti que no primeiro livro o principal foco do narrador foi a Clary, no segundo, Clary e Jace e, dessa vez, eu senti que mais um personagem foi integrado a esse efeito, dessa forma, foram três os focos: Clary, Jace e Simon. Coisa que eu gostei muito, sempre gostei do Simon e acho ele hilário.
Além disso, dessa vez pudemos ver um pouco mais a fundo o passado do vilão Valentine (Valentim). Ele é um dos meus personagens preferidos da série, e depois de saber mais sobre a sua história ele se tornou ainda mais interessante aos meus olhos. Pra mim, Valentine é um exemplo de vilão bem trabalhado. Ele tem todas as características que eu gosto nos personagens do lado negro da força: é orgulhoso, arrogante, inteligente, astuto e, apesar de parecer louco, movido por boas intenções (pelo menos, é nisso que ele acredita). Gosto tanto dele que fiz um parágrafo inteiro dedicado à sua pessoa nessa resenha. Haha.
A história é emocionante. Impossível ler o livro inteiro sem chorar (eu que não choro lendo chorei duas vezes!) Acho que o único porém dessa série é o fato de ser um pouco prevísivel. Cassandra Clare dá dicas demais sobre os seus mistérios, de forma que quando os revela você olha pro livro e diz "HA! Eu sabia! Eu sabia!" Mas nem por isso a obra se torna menos interessante. Clare faz de sua história atrativa por outros meios. Não é o quê. É como. Essa é a magia e a genialidade dessa autora!
Esse era pra ser o último de uma trilogia, mas já sabemos a série terá 6 livros. O que muito me alegra, mas também preocupa. Estou com aquela mesma sensação que tive com a quinta temporada de Supernatural, de eu amo, mas não seria melhor ter parado por aí? Tomara que The Mortal Instruments me surpreenda positivamente com isso. Diferente de Supernatural, que eu realmente acho que devia ter parado lá.
Só digo mais uma coisa: se você entende inglês, leia. Agora. Você precisa ler esse livro. Se não, espere ansiosamente e roa todas as unhas de tanta ansiedade até o lançamento pela Galera Record.
Quotes
"Alec? Did you just - did you just saved my life?"
Alec knew he ought to say something like, Of course, because I'm a Shadowhunter and that's what we do, or That's my job. Jace would have said something like that. Jace always knew the right thing to say. But the words that actually came out of Alec's mounth were quite different - and sounded petulant, even to his own ears. "You never called me back," he said. "I called you so many times and you never called me back."
Malachi scowled. "I don't remember the Clave inviting you into the Glass City, Magnus Bane."
"They didn't", Magnus said. "Your wards are down."
"Really?" the Consul's voice dripped sarcasm. "I hadn't noticed."
Magnus looked concerned. "That's terrible. Someone should have told you." He glanced at Luke. "Tell him the wards are down."
"I love you, and I will love you until I die, and if there's a life after that, I'll love you then." *
*Homens que queiram impressionar uma mulher deviam usar essa. É meio brega, mas incontestavelmente fofo.
Avaliação geral
- Capa:





- História:





- Personagens:





- Narrativa:




